domingo, 5 de abril de 2009

Há tanto tempo venho


procurando, venho te chamando. Você existe, eu sei. Em algum lugar do mundo vive; vive como eu, onde eu ainda não fui. Como é o seu rosto? Qual é o gosto que eu nunca senti? Qual é o seu telefone? Qual é o nome que eu nunca chamei? Se eu esbarrei com você, eu não te vi, meu amor. Como poderia saber? Tanta gente eu conheci, não me encontrei, só me perdi. Sei que você pode estar me ouvindo, ou pode até estar dormindo. Amo o que não sei de você. Talvez veja o futuro em seus olhos. Pelo seu jeito de me olhar, vou me reconhecer em você.

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