quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Depois do perdão, vem a solução?

Trair alguém, em um relacionamento, significa quebrar todos os laços de confiança, carinho e respeito que existem entre as duas pessoas e se envolver com um terceiro. A traição pode acontecer em qualquer relação e, apesar de muito dolorida, ela pode ser o ponto que irá fortalecer ou definir de vez o namoro.
Na visão míope e corriqueira, a traição ocorre quando há algum tremor na base do relacionamento. Ou um dos lados não quer mais ou é só diversão. Quando acontece, o lado traído sempre é o prejudicado pela visão de todos e todos atiram pedras no traidor. De culpa, todo mundo tem um pouco. Quando o ato ocorre, há duas opções: desculpar e limpar de vez os panos do relacionamento, já que ele chegou no seu limite, ou colocar de vez um ponto final.
Para a psicóloga Ana Estela, o fator ‘infidelidade’ está presente em todos os relacionamentos. “A traição pode surgir por insatisfação sexual, pela busca da pessoa ideal, por chateação, vingança, desejo ou simplesmente por carência. Se a balança pesa de um lado, a pessoa vai procurar em outra o que sente falta”, afirma.
Perdoei. E agora?
Quando você perdoa alguém de uma pulada da cerca, além de todo o amor que você sente pela pessoa, uma coisa tem que ficar acima de tudo: confiança. Depois da quebra de vários valores construídos juntos, se você acredita que a pessoa irá mudar por causa do deslize, deve acreditar em tudo o que ela fala e não querer se vingar ou coisa do tipo. Simplesmente coloque em sua cabeça que tudo pode ser diferente.
Thaís, de 22 anos, diz que, depois de traída, ganhou um novo namorado. “Ele foi pra balada sozinho, voltou e ficou estranho, obviamente, desconfiei e forcei a revelação. Até que ele me contou. Eu perdoei e, depois disso, virou um fofo comigo. Nunca mais saiu sozinho e nossa relação melhorou muito. Até onde sei, nunca mais rolou traição. Da parte dele, pelo menos…”.
Já Juliana, também de 22 anos, nem namorar namorava. Ela simplesmente ficava com um carinha e tinham um relacionamento bem aberto. “Por ele ter chegado em mim e contado a verdade, deu pra ver que ele gosta de mim e que eu podia confiar. Foi legal e a gente tinha uma comunicação bem aberta. Pena que acabou, um dia, por qualquer outro motivo”.
Lia, de 18, foi o Judas da questão. Ela traiu e foi descoberta, depois disso, arcou com as conseqüências. “A relação ficou frágil, ele começou a me controlar, ir comigo para todos os lugares, sempre queria saber onde eu estava etc.. E além de tudo, qualquer briguinha virava uma brigona”.
Em três situações diferentes, dá para perceber que cada relacionamento tem um tipo de resolução. Para Thaís, a traição foi boa, pelo menos para ela, já que o garoto se transformou em outro tipo de cara. Dá pra notar, aí, que a pessoa gostava realmente dela. Já para Juliana, que tinha um relacionamento diferente e não tão sério, a traição foi só uma maneira de ganhar confiança na palavra do cara. Lia foi a mais prejudicada, já que, ao que parece, os dois não conseguiram ‘acreditar’ em um novo começo após o tumulto.
E os garotos, aceitam?
Para os meninos, tachados de sem coração e nada sentimentais, a traição pode ter peso no relacionamento também. Rafael não perdoaria de jeito algum. “Se me traiu, é que não está mais feliz comigo. Na hora quebra o encanto e por mais que eu gostasse dela, nunca iria conseguir olhar de novo sem imaginar o cara beijando minha garota”, relata.
Por sermos mais ‘brutos’ e ‘insensíveis’, a traição geralmente é um grande motivo para acabar de vez com o namoro.
Lucas sabia que era traído, mas nunca teve isso exposto de forma oficial. “Eu sabia que ela me traía, mas nunca me contou. Então comecei a trair também, faz bem, só que eu fazia pior. Traia com uma, duas, três…”.
Já para Henrique, a traição foi um baque muito grande, mas, por amor, ele resolveu manter o relacionamento. “Eu respirei, gosto muito dela, então resolvi perdoar. A gente amadureceu, tanto eu, quanto ela. No começo acreditei que era por minha culpa, por eu não ser bonito o bastante e nem corresponder a ela. Depois, vi que os dois erraram muito. Hoje a gente briga de vez em quando, mas melhoramos muito”.
Querendo ou não, quando se perdoa, ambos sofrem muitas mudanças e começam outro tipo de relacionamento. Daí vai depender da força de vontade dos dois para fazer funcionar e não acontecer de novo ou não. Se você for igual ao Lucas, cuidado para não se enganar: isso não lhe faz bem, só mal. Afinal, quem é que gosta amar alguém e ter que ficar com outras pessoas para ‘equivaler’ às atitudes do outro? É uma troca injusta, né?
Agora conta aí nos comentários, você perdoaria? E já perdoou? Se sim, conta aí pra nós o que aconteceu!

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