quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Você não vale nada, mas eu gosto de você

Gente, vocês tão vendo “Caminho das Índias”? Bom, aposto que muitas de vocês estão prestando bastante atenção na Norminha, uma das personagens mais engraçadas - e mais sacanas - da TV atual, né? Dira Paes tá honrando mais do que ninguém a sua trilha, a música que não saí do celular das pessoas no ônibus, a “Você não vale nada, mas eu gosto de você”. Pois é, apesar de ser ficção, você pode encontrar muitas Norminhas por aí. E Norminhos também. E Abels.
Existem, tipo, milhares de situações de pessoas que se apaixonam por alguém que não vale a pena. Ou gente que se submete à qualquer posição e situação simplesmente para ficar junto de alguém. Na novela, por exemplo, tem o caso do Cadore e da Melissa. Esses dias mesmo ela disse que você nunca deve afastar o marido, mas sim a amante do marido. Difícil, né? Para nós, que vivemos na vida real, a coisa pode não ser tão simples assim. Afinal, dependendo do grau do nosso amor para com alguém, nunca é fácil aceitar dividí-lo com outra pessoa, ou até mesmo se humilhar só para ficar junto.
É normal se apaixonar por alguém que não te dá valor. Aliás, é MUITO FÁCIL se apaixonar por alguém assim. Sabe por que? Porque a gente gosta de ser desprezado. Parece que é uma sina de todo ser humano. Principalmente na primeira relação. Quanto mais a outra pessoa ser ‘desligada’ com a gente, mais a gente quer ficar com ela. Talvez por todo um processo de valores, por algo que a psicologia seria ótima em explicar, nós agimos desta forma. Eu, tudo o que consigo dizer é: insista!
Por mais que pareça que a pessoa não vale nada e não te dá valor, se ela está com você, ela sente algo de especial, é claro. Então eu acredito que não vale jogar tudo para o alto por causa dessa sensação, não. Pra mim, todo mundo é capaz de mudar, capaz de se apaixonar, de refletir sobre o seu jeito. O ideal é que você sempre mostre o que você sente e, o mais importante, o que você quer da pessoa.
Toda relação é complicada, né? A gente precisa sempre estar expondo nossas vontades, nossos interesses, nossos limites e possibilidades, para não acabar brigando por baboseiras. É assim que a gente faz as coisas funcionarem.

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